Secretaria de Saúde alerta para os riscos da contaminação por leptospirose em Santa Cruz


Por: Portal Arauto
Fonte: Assessoria de Imprensa
Publicado 05/02/2021 09:51
Atualizado 05/02/2021 13:44

Geral   SAÚDE PÚBLICA

A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica de Santa Cruz, emitiu um alerta sobre os perigos da contaminação por leptospirose. Devido às fortes chuvas e inundações que ocorreram em Santa Cruz do Sul nos últimos dias, muitas pessoas estão em contato com água possivelmente contaminada por urina de roedores. 

De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária, Luciano Duro, mesmo que não estejam domiciliadas em locais alagados, muitas pessoas se envolvem em  atividades nas áreas de risco, elevando as probabilidades de contaminação. “Neste momento é muito importante focar nas ações de prevenção em diversos níveis. Da parte dos profissionais está a responsabilidade em identificar sinais e sintomas nas pessoas e de parte da população é preciso observar os cuidados para evitar a contaminação”, disse.

Em 2019 foram registrados 35 casos de leptospirose no município, com uma morte. Já em  2020 foram registrados 11 casos e nenhum óbito pela doença. A leptospirose é uma zoonose de elevada incidência no país, com uma média de 13 mil casos notificados por ano, sendo cerca de 3,5 mil confirmados e letalidade média de 10,8%. 

A doença atinge, em sua maioria, pessoas na faixa etária produtiva, dos 20 aos 49 anos. A média de internações de pacientes chega a 75 %, mostrando a gravidade da maioria dos casos detectados pelo sistema de vigilância. É preciso estar atento a sinais e sintomas como febre de início súbito, dores musculares, dor de cabeça, associados a olho vermelho, enjoos e/ou vômitos, calafrios, alterações na urina, amarelão, hemorragias e/ou alterações no fígado compatíveis com a doença. 

Abaixo, as principais medidas de prevenção à leptospirose:

  • Evitar contato com água ou lama de enchentes e não deixar que crianças brinquem no local.
  • Usar botas e luvas quando trabalhar em áreas com água possivelmente contaminada, como é o caso de alagamentos. Se isso não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.
  • Quando as águas baixarem é necessário retirar a lama e desinfetar as casas, sempre se protegendo com luvas e botas. Chão, paredes e objetos devem ser lavados e desinfetados com água sanitária (Hipoclorito de Sódio 2,5%), na proporção de dois copos (200 ml cada) do produto para um balde de 20 litros de água, deixando agir por 15 minutos.
  • Jogar fora alimentos e medicamentos que tiveram contato com a água dos alagamentos.
  • Lembrar que serpentes, aranhas e escorpiões podem estar em qualquer lugar da casa, principalmente em locais escuros., portanto nunca colocar as mãos em buracos ou frestas.
  • Usar ferramentas como enxadas, cabos de vassoura e pedaços compridos de madeira para mexer nos móveis. Bater os colchões antes de usar e sacudir cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis.
  •  Em caso de encontrar animais peçonhentos dentro da residência, afastar-se lentamente, sem assustá-los. E nunca pegar com as mãos estes animais, mesmo que pareçam estar mortos.

Foto: Divulgação
Devido às inundações registradas recentemente, muitas pessoas estão em contato com água possivelmente contaminada por urina de roedores
Devido às inundações registradas recentemente, muitas pessoas estão em contato com água possivelmente contaminada por urina de roedores