PF fecha laboratório que falsificava dinheiro no Rio Grande do Sul


Por: Portal Arauto
Fonte: Polícia Federal
Publicado 29/07/2020 10:59
Atualizado 29/07/2020 11:14

Polícia   OPERAÇÃO PIRITA

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (29), a Operação Pirita com o objetivo de desmantelar um laboratório gráfico dedicado à falsificação de notas de real. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, nas cidade de Cruz Alta, Canela, Torres e Três Coroas.

Conforme as investigações, a organização criminosa utilizava maquinário diversificado e várias técnicas gráficas para produzir o dinheiro falso, simulando os itens de segurança das cédulas verdadeiras de real. Nos últimos quatro anos, milhares de notas falsas teriam sido colocadas em circulação pelo grupo no país. Mais de 28 mil cédulas, entre notas de 10, 20, 50 e 100 reais já foram identificadas e apreendidas pela PF. O valor atinge quase R$2 milhões.

Durante a ação de hoje, foi apreendido ainda uma grande quantidade de aparatos para a falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico e material de acabamento, além de novas cédulas falsas prontas e outras em fase de confecção, que ainda serão periciadas. Ainda, de acordo com a PF, já há comprovação de que a organização criminosa mantinha o laboratório e também realizava a venda das cédulas falsas via redes sociais.

Os investigados, que já possuíam passagens pela justiça, responderão pelos crimes de Moeda Falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de Organização Criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão. O preso foi encaminhado ao presídio da Polícia Federal em Porto Alegre, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.

OPERAÇÃO PIRITA

O nome da operação faz alusão ao mineral semelhante a ouro, utilizado para enganar incautos desde a antiguidade. A Pirita é um composto metálico derivado do ferro que não possui as valiosas propriedades do ouro.


Foto: Divulgação/PF