FOTOS: O dia de um soldado em treinamento


Publicado em 11/06/2019 16:00 Atualizado em 11/06/2019 18:05 Geral   INTERIOR DE SANTA CRUZ Fonte: Portal Arauto

Combustível, ração, munição e água. São esses os itens essenciais para um dia de adestramento no Campo de Instrução do 7º Batalhão de Infantaria Blindado de Santa Cruz do Sul (7ºBIB), localizado em Cerro Alegre Baixo, na divisa entre Santa Cruz e Rio Pardo. Dentre os exercícios, que iniciaram na manhã desta terça-feira (11) e se estendem até a quarta-feira (22), estão a distribuição do batalhão em zonas, a marcha noturna de 16km e exploração das regiões.

Conforme o Coronel Christian Augusto dos Santos Cravo, a atividade tem como objetivo oportunizar a prática e capacitar os soldados. "Contamos com todo o efetivo do batalhão. Cerca de 500 miltares vão para o campo de treinamento, e outros 250 permanecem no batalhão, cuidando da parte administrativa", destaca.

O Coronel explica ainda que esse exercício, denominado "Dia Verde", faz parte de um calendário do Batalhão. "Essa atividade se chama assim porque, além de tradicional, tem duração de uma jornada. No próximo semestre vamos ter essa atividade novamente com o mesmo batalhão, porém em outras situações", cita.

Como funciona

Dividos entre 40 blindados e outras 60 viaturas, o batalhão se desloca do quartel até o campo, onde ao chegar ocupam uma zona (dispositivo) para fazer a segurança da área. Após isso, é hora de camuflar as viaturas e as realizar as instalações dos pelotões. Dentre eles, estão o de socorro, estabelecendo um posto de saúde para casos emergenciais; o de explorações, que faz o reconhecimento, trazendo características do terreno, volume de água, podendo localizar a presença de inimigo; o morteiro, um armamento que fica posicionado em locais estratégicos, permitindo o tiro curto e imediato; o de comunicação, que passa as informações via rádio ou qualquer outro dispositivo e o de manutenção, responsável pela parte de ferramentas. Esses pelotões formam as três companhias de fuzileiros blindados, e uma de comando e apoio. Durante a tarde, serão realizados diversos exercícios com esses pelotões, para operações subsequentes. Ao anoitecer, depois do jantar, será realizada a marcha de 16km. Na sequência os soldados voltam para passar a noite no campo e, na manhã seguinte, ocorre o retorno para o batalhão.

Alimentação

Após o reconhecimento do local, é hora de se alimentar. Cada soldado recebe um pacote com o ciclo de ração operacional, que nada mais é do que café, almoço, janta e ceia. Dentro desse pacote, contém também os acessórios para confeccionar o que será consumido. Ainda, segundo Cravo, o alimento leva em conta o cálculo nutricional e calórico para atender as necessidades da tropa.

A expectativa de realizar o sonho 

Primeiro o pai, depois o irmão. Agora, é a vez de Martina Andreia Kich, 32 anos, conhecer efetivamente a vida de militar. Formada em Administração e no exército desde 1º de fevereiro deste ano, a Sargento Kich atua como relações públicas no quartel. Para ela, esse estágio de adaptação é de extrema importância. “Assim como outros sargentos, sou militar temporária, não vim de uma escola, então esse processo é uma oportunidade essencial para que a gente possa se inserir e ficar mais perto do mundo militar”, expõe.

Ainda, conforme a sargento, vivenciar o treinamento no campo, é realizar um sonho. “Venho de uma família de militares e isso me motivou a ingressar no exército. Cresci nesse meio e, junto comigo, cresceu esse desejo. Agora estou na expectativa de vivenciar tudo isso que um dia sonhei”, relata.












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