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Vegetação provoca 70% dos desarmes na região


Fonte: Jornal Arauto
Publicado 03/04/2024 06:00
Atualizado 03/04/2024 06:14

Geral   REDE ELÉTRICA

A delonga na hora de responder a um chamado relativo à falta de energia pode ter uma justificativa que não seja de conhecimento de boa parte dos usuários. Com o dado informado pelo consultor de negócios do Vale do Rio Pardo da RGE, Eduardo Döring, a distribuidora confirma que 70% dos desarmes na região ocorrem em razão da vegetação. “É um dado muito alto. Além de ser uma situação de risco, a vegetação causa transtorno no tempo de recomposição do sistema”, frisa.

Ele destaca ainda que existem dois tipos de interrupção. Um é causado por falhas de manutenção, como postes quebrados, por exemplo. “Mas 80% dos nossos postes são de concreto e a previsão é de que, em até no máximo quatro anos, tenhamos 100%”, anunciou. A outra situação diz respeito ao desligamento da rede de energia por questão de segurança. Aqui entram os problemas decorrentes da vegetação inadequada, que, às vezes muito alta, acaba tocando na fiação e rompendo algum cabo. “Trabalhamos atualmente com equipamentos telecomandados e telemedidos, que são religados automaticamente. Quando ocorre um efeito momentâneo, ele desliga e religa até duas vezes. Na terceira vez, ele entende que o defeito é permanente e causa a interrupção de energia. Se uma casca de eucalipto é projetada sobre a rede, ela vai bater uma, duas vezes e na terceira vez, vai desligar”, explicou.

Para fazer um comparativo sobre a atuação das equipes de atendimento da distribuidora de energia, Eduardo menciona que em um dia comum sua equipe consegue atender de oito a 10 eventos durante o dia, contra dois ou, no máximo três, em períodos de contingência.  

Conscientização e plantas adequadas

Como solução, tanto para agilizar o atendimento aos clientes como para minimizar os episódios de rede danificada pelas plantas, a RGE vem desenvolvendo um projeto de remoção da vegetação, substituindo-a por árvores de grande porte, mas adequadas para estarem embaixo da rede. “Já implementamos o projeto em nove municípios do Vale do Rio Pardo, e estamos no terceiro ano já em Santa Cruz e Vera Cruz. Não somos contra a vegetação e não existe árvore ruim. Só precisamos substituir aquelas que causam danos em episódios com vento para oferecermos mais segurança aos nossos clientes e celeridade nos atendimentos”, argumenta Eduardo.

Ele considera que o grande desafio seja a conscientização da população em relação à poda das árvores. “Sabemos que a poda é de responsabilidade do poder público, que nem sempre tem capacidade de mantê-la em dia, aí o trabalho fica para nós, que gastamos mais tempo e esforço limpando a vegetação - porque passa a ser nossa responsabilidade quando as plantas  estão em contato com a corrente - enquanto poderíamos estar atendendo a outros chamados” exemplifica.

O projeto é uma parceria com as prefeituras municipais, que podem sugerir inclusive, num cardápio de plantas, quais são as mais adequadas para a sua cidade.


Divulgação RGE
Problema fez com que distribuidora de energia executasse programa de troca de plantas
Problema fez com que distribuidora de energia executasse programa de troca de plantas