Com homeopatia, a agricultura fortalece


Por: Portal Arauto
Fonte: Jornal Arauto
Publicado 25/07/2022 08:23
Atualizado 25/07/2022 08:29

Geral   COLONO E MOTORISTA

Foi depois de começar a produzir de forma orgânica, que João Rodrigues  foi apresentado a uma novidade no campo: o uso da homeopatia. Não demorou para ele se encantar com os benefícios que as gotinhas poderiam trazer para ele mesmo e sua produção. Foi conhecer Marcos Zerbielli,  presidente da Associação Brasileira de Homeopatia Popular Comunitária (ABHP) e diretor do Conselho Nacional Autorregulamentado de Homeopatia (CONAHOM) e tratar de envolver os produtores interessados da Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Vera Cruz, a Coopervec, em aprender sobre o tema que lhe despertou fascínio. “Homeopatia é energia”, resume Rodrigues, relacionando o que é aplicado ao bem-estar das plantas e dos animais.  O pulgão ou a formiga, exemplifica ele, vão atacar a planta que está com alguma deficiência. “E com o uso da homeopatia, a gente deixa a planta forte, com capacidade para ela poder se defender”, aponta.

O trabalho preventivo foi adotado pelo produtor vera-cruzense há cerca de quatro anos. Rodrigues recorda que  na ocasião do primeiro curso que fez sobre o tema, havia recentemente comprado alguns terneiros e que esses apresentavam carrapatos. Primeiro, a dúvida de que vai dar certo, reflete ele. Depois de misturar o sal homeopatizado à alimentação dos bichos, o resultado foi quase imediato, passaram a expelir o carrapato. Foi a comprovação de que realmente funcionava.

João Rodrigues passou a aplicar homeopatia em tudo. Nos 600 pés de pitaya, com a finalidade de fornecer resistência contra o frio. Nas caixas d’água, para purificar. Em hortaliças, legumes, frutas, para dar equilíbrio às plantas e repelir pragas. No solo, usa inclusive para fazer a correção. E nos animais, como bovinos, para eliminar vermes e carrapatos. Os resultados não tardaram a aparecer. Notou que as plantas começaram a vir mais vigorosas, pois a partir do equilíbrio do solo e das plantas, reflete também no sabor do alimento. “O meu produto hoje é diferenciado. O sabor da pitaya é melhor. Além de não ir veneno, com a homeopatia está mais equilibrada a planta”, diz ele. Nas hortaliças também é notável a mudança. O alface tem outro brilho. Ao unir a produção orgânica - adotada há cerca de 10 anos - com a homeopatia, sua produção está mais vistosa e saborosa. “A gente  respeita o ciclo da planta. Ela está equilibrada, não aceleramos nada, é tudo no seu tempo”, explica Rodrigues, que para vender produz pitayas, comercializando in natura e processada em geleia para a merenda escolar, mantendo as hortaliças apenas para consumo familiar. “Quero abrir a mente da gurizada, para que os que estão chegando despertem para isso, pois ainda há muita descrença”, avalia ele.

Quem também apostou na homeopatia mais recentemente foi Nestor Martinho Schuh, com o objetivo de prevenir pragas, garantir a sanidade e a fertilidade das plantas. Utilizou um composto homeopático nas nogueiras pela primeira vez. Foi o caminho que escolheu para dar mais um passo para a certificação orgânica, o que virá a agregar valor a seu produto. “Percebi que devo incluir no composto aplicado algo especifico para combater fungos que atacam as nozes. Acredito que serão necessários de três a quatro anos para sentir os reflexos. E a partir deste ano também farei a captura, multiplicação e aplicação de micro-organismos eficientes, tanto no solo quanto na parte foliar. O que deverá acelerar a harmonização do solo”, exalta.

Na produção agrícola, explica o terapeuta homeopata Marcos Zerbielli, a homeopatia “é uma tecnologia limpa, não deixa resíduos, não agride o meio ambiente, não é tóxica. O custo de produção é mais barato. O agricultor não se contamina. É uma ciência que vem sendo amplamente usada na produção agrícola para a vitalidade, correção de solo, para produzir alimento limpo, saudável, que preserva o meio ambiente, respeita o tempo da natureza, contribui para a redução ou substituição de agrotóxicos”, afirma Marcos.

Confira essa e outras histórias de colonos e motoristas no caderno especial do Jornal Arauto de 22 e 23 de julho.


Foto: Carolina Almeida/Jornal Arauto
Caderno especial conta a história de colonos e motoristas
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