Polícia indicia 15 na maior operação contra estelionato do Vale do Rio Pardo


Por: Portal Arauto
Publicado 19/11/2021 19:02
Atualizado 19/11/2021 20:04

Polícia   DURO GOLPE

A Polícia Civil de Santa Cruz do Sul através da 2ª Delegacia de Policia remeteu ao Poder Judiciário no fim da tarde desta sexta-feira (19) um inquérito, de aproximadamente 700 páginas, no qual indicia 15 pessoas na maior operação contra estelionato do Vale do Rio Pardo. O processo decorre da operação Negócio da China, que teve desfecho no dia 11 de novembro, com a prisão de cinco mulheres envolvidas em roubos e estelionatos.

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Elas são familiares de seis detentos da Penitenciária Estadual Venâncio Aires (Peva) que comandavam o esquema de dentro do Casa Prisional. Ao todo foram indiciados nove homens e seis mulheres. Destes, seis foram indiciados por roubo e por associação criminosa armada, dois apenas por participação no roubo e sete apenas por integrarem a associação criminosa.

As investigações que culminaram na identificação da quadrilha iniciaram após um assalto no dia 16 de julho, nas proximidades do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, quando moradores do Paraná foram atraídos ao local para realizar a compra de implementos agrícolas, momento em que foram obrigados a realizar a transferência bancária de R$ 47 mil. Um roubo no mesmo estilo também foi realizado em Porto Alegre. De acordo com o delegado Alessander Zucuni Garcia, titular da 2ª DP, ainda não foi possível identificar os executores do crime, porém, algumas informações ainda serão recebidas pela Polícia, que podem auxiliar nesta identificação.

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Conforme o delegado, o trabalho foi importante não só para desmantelar a quadrilha, como também para a segurança da população, uma vez que as vítimas eram, normalmente, produtores rurais, atraídos por ofertas anunciadas em grupos de redes sociais. "Este trabalho foi bem gratificante para a delegacia e importante. Foi uma resposta dura a criminalidade. Identificamos um grande número de indivíduos e conseguimos também responsabilizar estas pessoas que estavam cometendo estes crimes virtuais. A impunidade não impera, bem pelo contrário, e este é o recado que fica a criminalidade", comenta.

A Polícia Civil segue o trabalho agora para identificar os executores dos crimes que lesou em R$ 47 mil as vítimas. Além do crime que origem a operação, a ofensiva descobriu um roteiro para aplicação de golpe dos nudes.


Foto: Guilherme Bica/Portal Arauto
Processo decorre da operação Negócio da China, que teve desfecho no dia 11 de novembro
Processo decorre da operação Negócio da China, que teve desfecho no dia 11 de novembro