Saiba quais são os protocolos adotados em casos de confirmação de Covid-19 nas salas de aula


Por: Portal Arauto
Fonte: Jornal Arauto
Publicado 06/06/2021 19:00

Geral   EDUCAÇÃO

Motivo de grande debate, o retorno das aulas presenciais ainda causa preocupação em algumas famílias, que não se sentem seguras para liberar seus filhos para a retomada. No entanto, como forma de se prevenirem de surto da doença, as escolas da rede municipal e estadual vem seguindo uma série de protocolos que auxiliam na decisão de afastar profissionais e alunos em caso de suspeita ou confirmação da Covid-19.

Segundo a Secretária de Educação de Vera Cruz, Micheli Katiani Rech, foi necessária uma readaptação na maneira de ensinar, principalmente em função dos protocolos estabelecidos. Na rede municipal, as medidas que são seguidas tem como base a Nota Informativa 27, que apresenta recomendações quanto às estratégias de prevenção, testagem e isolamento de casos no contexto do retorno às aulas presenciais.

Protocolos

Conforme Micheli, o isolamento de alunos que tenham suspeita ou confirmação da doença varia de acordo com a idade e série dos estudantes. Na educação infantil (crianças menores de 6 anos): caso seja confirmado um caso, toda turma terá que ficar afastada das atividades presenciais por 14 dias. Nos anos iniciais ( 6 a 11 anos): com um aluno positivado, é recomendada uma intensificação do monitoramento da turma. Se dois ou mais casos surgirem no intervalo de duas semanas, as aulas da turma são suspensas por 14 dias. Nos anos finais e no ensino médio (acima de 11 anos):  havendo a confirmação de dois ou mais casos, será disponibilizada a testagem para os demais alunos da turma. Em todas as situações, em caso de suspeita da doença é recomendado o  isolamento do estudante até a confirmação ou não da Covid-19. 

Em relação aos professores que positivaram e atuam em apenas uma turma, recomenda-se o afastamento por 14 dias. Já para aqueles que trabalham em mais turmas, recomenda-se o isolamento  do profissional e um monitoramento constante para avaliar se terá casos suspeitos nos alunos. 

De acordo com a Secretária, até o momento cerca de 60% dos alunos já retornaram para aula presencial. “A Secretaria de Educação avalia o retorno presencial como muito tranquilo. A gente segue rigorosamente a nota informativa para casos de afastamento dos profissionais e de alunos. Isso dá uma segurança ainda maior para os profissionais e alunos”, ressalta.

Rede Estadual

Segundo o Coordenador Regional da Secretaria Estadual de Educação (6ª CRE), Luiz Ricardo Pinho de Moura, cerca de 50% dos alunos voltaram ao presencial. Até o momento, 23 alunos positivaram para a doença e 30 professores tiveram Covid-19 na região da 6ª CRE. No que diz respeito aos protocolos, a rede estadual segue a Portaria Conjunta SES/SEDUC/RS Nº 01/2021 para aplicar as devidas medidas necessárias em caso de suspeita e confirmação de casos.

Nos anos iniciais (6 a 11 anos): com um caso positivo na turma, as aulas seguem presenciais, tendo um constante monitoramento. Em caso de surgirem mais positivados, as aulas são suspensas por 14 dias, a contar do último dia de presença do aluno na sala.

Nos anos finais, ensino médio e ensino superior ( acima de 11 anos): com um caso positivo na turma, as aulas seguem presenciais, tendo um constante monitoramento. Havendo a confirmação de dois ou mais casos, será disponibilizada a testagem para os demais alunos da turma, entre o 5º e o 10º dia após o contato com o segundo caso positivo na turma, sendo as aulas suspensas até o resultado dos testes. Em relação aos professores que positivarem, recomenda-se o afastamento por 14 dias dos mesmos e um monitoramento das turmas nas quais trabalhou.

De acordo com o coordenador, os protocolos têm sido fundamentais para a retomada. “Eu analiso que as escolas estão muito bem preparadas. Entendo que é um ambiente muito seguro, pois os educandários têm seguido de forma criteriosa as medidas estabelecidas na portaria, que traz uma série de contribuições para podermos controlar a disseminação do vírus dentro das escolas”, ressalta o coordenador Luiz Ricardo Pinho de Moura.


Foto: Gabriel Fuelber/Jornal Arauto
Casos suspeitos e confirmados requerem mobilização
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