Estudo projeta que 10% da população gaúcha tenha sido infectada pelo coronavírus


Por: Portal Arauto
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Publicado 26/02/2021 07:21
Atualizado 26/02/2021 07:23

Geral   PANDEMIA

Um a cada 10 habitantes do Rio Grande do Sul já foi infectado pelo coronavírus, de acordo com os dados mais recentes do estudo Epicovid19-RS (Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19). Divulgada em transmissão virtual nesta quinta-feira (25), a nona etapa da pesquisa estima que a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 é de 10% (de 9,1% a 10,9%, pela margem de erro) da população gaúcha, o que corresponde a cerca de 1,13 milhão de pessoas (que pode variar de 1,03 a 1,23) que já foram contaminadas pelo coronavírus, mesmo que de forma assintomática. “Retomamos a pesquisa para refinar nossas decisões. Nossos cientistas nos dão muita segurança, e subsidiam a tomada de decisões que muitas vezes são antipáticas, mas necessárias, porque estão baseadas na ciência. Nossa equipe produz informações de forma absolutamente independente. E essa parceria com a comunidade científica também funciona como um antídoto para enfrentarmos a pandemia das fake news e das notícias distorcidas”, destacou o governador Eduardo Leite.

Realizada pelo Estado em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a pesquisa aponta que a prevalência de Covid-19 no RS é, hoje, cerca de 7,2 vezes maior em comparação com a encontrada no levantamento anterior, realizado há cinco meses. Em setembro, o percentual de infecção era de 1,38%, equivalente a 156,7 mil pessoas. “Ou seja, estamos longe da ‘imunidade de massa’, que deve ser atingida com patamares de imunização geral em torno de 60% a 80%”, diz o epidemiologista Aluísio Barros, um dos coordenadores do estudo na UFPel.

O aumento da prevalência no Estado veio acompanhado de uma diminuição do número de pessoas respeitando as orientações de distanciamento social. De setembro para cá, o percentual da população que relatou sair de casa diariamente aumentou de 33% para 36%. Em comparação ao primeiro levantamento, realizado no início da pandemia, em abril, esse aumento foi de 21% para 36%, enquanto a proporção de pessoas que praticamente não saem de casa caiu de 22% para 10%. "Pedimos que toda a população, na medida do possível, reduza os contatos, fique em casa e cuide de si e da família, dos amigos, dos colegas de trabalho. A doença é real e está cada vez mais perto de cada um. Neste momento crítico que passamos no RS, é importante que tenhamos todos os cuidados. Não há como expandir muito mais os leitos, e a expansão de leitos não é a resposta, porque cerca de 60% das pessoas que são internadas na UTI não sobrevivem. Existir leito não é garantia de não perder a vida. Por isso, o que realmente ajuda a salvar vidas é evitar a circulação do vírus, e para isso, precisamos de cada um dos gaúchos”, reforçou o governador.

Para a coleta dos dados, os pesquisadores entrevistaram e testaram 4,5 mil moradores de nove cidades gaúchas. Desse total, 443 apresentaram resultado positivo. 12,6% deles foram em Canoas, município que já vinha apresentando os maiores percentuais de casos em inquéritos anteriores. Passo Fundo teve 11,2% de positivos, e Santa Maria e Ijuí tiveram 10,2%. As prevalências foram de 10,5% em Uruguaiana; 9,5% em Caxias do Sul; e 8,9% em Pelotas. Porto Alegre e Santa Cruz do Sul apresentaram 8,3% de casos positivos. Essas cidades respondem por 31% da população do Rio Grande do Sul.


Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini
Aumento da prevalência veio acompanhado de diminuição no número de pessoas respeitando orientações de distanciamento social
Aumento da prevalência veio acompanhado de diminuição no número de pessoas respeitando orientações de distanciamento social