Região pagou 25,5% menos em impostos no início de 2021


Por: Portal Arauto
Fonte: Jornal Arauto
Publicado 02/02/2021 19:25
Atualizado 02/02/2021 19:25

Geral   IMPOSTÔMETRO

Passados os 31 dias do mês de janeiro, os brasileiros já pagaram mais impostos do que em 2020. É o que mostra o Impostômetro da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS). No entanto, por aqui o cenário é um pouco diferente em comparação aos dados do país e Estado. De acordo com a ferramenta, as cinco principais cidades em arrecadação do Vale do Rio Pardo chegam próximas da marca dos R$ 17 milhões em tributos até o último domingo, dia 31. O valor é 25,5% menor que o arrecadado no mesmo período do ano passado. Os dados são um comparativo entre os  31 primeiros dias deste ano, em relação ao mesmo período de 2020.

Santa Cruz do Sul é a cidade com maior arrecadação. Neste ano, o Município já ultrapassou a casa dos R$ 10,1 milhões, ante os R$ 10,6 milhões arrecadados em 2020. Com o valor pago pelos santa-cruzenses em 2021 seria possível comprar mais de 20 mil cestas básicas. Também poderiam ser adquiridos 252 carros populares de R$ 40 mil. Já se aplicado na poupança, o valor renderia mais de R$ 1,6 mil por hora.

Os vera-cruzenses, por sua vez, contribuíram com aproximadamente R$ 1,2 milhão, enquanto os vale-solenses pagaram cerca de R$ 305 mil.

O Brasil arrecadou até o último domingo mais de R$ 268 bilhões, em comparação aos R$ 213 bilhões arrecadados no mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento de 26,3%. Os gaúchos pagaram mais de R$ 15,4 bilhões, ante os R$ 12,4 bilhões pagos em 2020, uma alta de 24,9%.

Para o doutor em Economia e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Silvio Cezar Arend, o principal fator para a redução do volume de impostos arrecadados na região foi a retração econômica. “Devido à pandemia, as famílias foram mais cautelosas na hora de investir e até mesmo na hora de fazer as compras do dia a dia”, ressalta.

O economista ainda destacou que a inflação fez com que os gastos aumentassem, principalmente com alimentos. “Houve um aumento do custo de vida. A alta da inflação fez com que as pessoas tivessem que gastar mais com alimentação, algo necessário para a sobrevivência humana”, explica.


Foto: Rafael Cunha/Grupo Arauto
Doutor em Economia explica que retração fez com que os cidadãos tivessem mais cautela na hora de investir
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