Sindicato cobra explicações sobre protocolos adotados para retorno seguro às aulas da rede municipal


Por: Portal Arauto
Publicado 05/11/2020 20:09
Atualizado 06/11/2020 10:26

Geral   SANTA CRUZ

O aumento no número de casos de coronavírus nos últimos dias e as incertezas quanto ao cumprimento dos protocolos de segurança e higienização nas escolas de Santa Cruz, motivou o Sindicato dos Professores do Município (Sinprom) a encaminhar um documento à Prefeitura e a Secretaria de Educação, cobrando explicações sobre quais as medidas adotadas para a retomada das atividades na rede municipal de ensino, prevista para as próximas semanas.

Na manifestação, a entidade pede para que a Administração Municipal detalhe pontos como o Plano de Contingência de cada instituição, quem são os membros dos Centros de Operações Emergenciais (COE), bem como se os equipamentos necessários já chegaram em cada escola e se haverá um parecer técnico favorável dando um aval para cada educandário retomar as aulas de forma segura. Segundo o presidente do Sinprom, Plácio Simmianer, diante de um período não estabilizado de pandemia, a entidade acredita que não ser adequado um retorno no momento. "Vamos aguardar as respostas da Prefeitura e da Secretaria de Educação. Nós enquanto sindicato, estamos trabalhando através das leis no sentido de barrar o retorno", afirma.

Manifesto dos profissionais da rede

Em um documento com mais de 200 assinaturas, professores e profissionais da rede municipal também emitiram um manifesto com questionamento sobre a volta as aulas nas escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental. No manifesto, os profissionais afirmaram que não são contra o retorno das atividades, mas que não aceitam o processo ocorra "de maneira atropelada". "Não sentimos segurança alguma. Não sabemos se há autorização de corpo técnico qualificado para o retorno. Não sabemos se as escolas conseguirão adquirir os materiais de higiene, limpeza e os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos nos protocolos de segurança, uma vez que já há falta de muitos destes materiais no comércio santa-cruzense. Não sabemos se as escolas possuem alvará de depósito de inflamáveis, expedido pelo Corpo de Bombeiros", citam.


Foto: Pixabay/Divulgação
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