Denúncia de "rachadinha" em Vera Cruz é arquivada pelo Ministério Público


Por: Portal Arauto
Fonte: Grupo Arauto
Publicado 03/11/2020 16:50
Atualizado 03/11/2020 16:53

Geral   DECISÃO

O Ministério Público de Vera Cruz arquivou a denúncia de suposta prática de "rachadinha" ocorrida no Legislativo Municipal. Ela havia sido protocolada por um ex-assessor da Câmara no mês de agosto deste ano e citava o atual presidente do Poder, Waldir Justmann. Depois de oitivas de testemunhas e defesa apresentada por Justmann, a promotora Maria Fernanda Cassol Moreira decidiu pelo arquivamento, por entender que não há provas que justifiquem a instauração de inquérito civil ou procedimento investigatório criminal. 

No documento, assinado na tarde desta terça-feira (3), Maria Fernanda menciona que apenas uma testemunha corroborou com a versão do noticiante, mas que ambos "não se revestem de imparcialidade de molde a poderem servir de esteio para o ajuizamento de uma ação civil pública por improbidade administrativa ou de uma denúncia na esfera criminal". A promotora ainda relembrou na decisão que no ano de 2015 já foram investigadas as supostas práticas e nada foi provado na época.

Paralela à investigação no Ministério Público, foi instaurada uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) na Câmara de Vera Cruz para apurar a conduta de Justmann, que hoje concorre a vice-prefeito no Município. A comissão ainda analisa depoimentos e documentos. O relatório final que será levado para apreciação em plenário ainda não está concluído. 

A PALAVRA DE JUSTMANN 
Para a reportagem do Grupo Arauto, Waldir Justmann, o Peda, como é mais conhecido em Vera Cruz, disse que o arquivamento era esperado, sobretudo porque tinha a certeza de que a prática não ocorreu. "Minha consciência sempre esteve e está tranquila", pontuou ele, ao reforçar que este foi um "jogo político" para ofuscar a investigação do Fura-Fila que havia chegado, na ocasião da denúncia da rachadinha ao MP, até a Câmara.


Foto Arquivo Jornal Arauto
Denúncia de "rachadinha" em Vera Cruz é arquivada pelo Ministério Público