“É preciso abrir portas para quem deseja empreender aqui”, reflete Rosane Petry


Por: Portal Arauto
Fonte: Jornal Arauto
Publicado 09/10/2020 07:00
Atualizado 09/10/2020 07:10

Política   PLEITO 2020

Quem conclui a série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Vera Cruz é Rosane Petry, 56 anos, professora. Prefeita de Vera Cruz entre 2009 a 2016, a candidata pelo PP presidiu a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) em 2013 e salienta que liderou obras históricas: de infraestrutura, de saneamento, na área do turismo e de ensino. Durante seus mandatos, Vera Cruz chegou ao topo da Educação no Estado – entre as cinco melhores do RS. Define-se como uma líder regional, com trânsito livre em todos os partidos para busca de recursos estaduais e federais. Casada com o ex-prefeito Heitor Álvaro Petry é mãe de quatro filhos e avó. A família reside na localidade de Vila Progresso. A chapa se completa com o vereador Waldir Justmann, o Peda, do MDB. A coligação Juntos por Vera Cruz ainda é integrada pelo PT, PSD e Republicanos.

Por que decidi me candidatar para governar Vera Cruz?

“Para mim, governar Vera Cruz sempre foi e continuará sendo uma missão. Governar significa liderar processos e ações em harmonia e atenção aos anseios da comunidade, apoiada por uma equipe qualificada e comprometida em gerar resultados. Sempre me coloquei à disposição quando senti um chamado da comunidade. A energia das pessoas, contagia, envolve e acabei aceitando o desafio para servir aos vera-cruzenses mais uma vez. Tenho grande desejo, vontade de contribuir para Vera Cruz crescer de maneira sólida. Com trabalho comprometido, buscando melhorias em todas as áreas. Valorizando o que já foi feito, buscando inovar com criatividade e sustentabilidade. Firmando parcerias, buscando recursos através de bons projetos que farão de Vera Cruz um município próspero. Formamos um bom e competente grupo, capaz de responder positivamente e com muito trabalho e resultado à comunidade. Isso anima e encoraja.”

A pandemia é o assunto do ano e trouxe muitos reflexos, especialmente envolvendo saúde, educação e economia. Qual o desafio, a partir de 2021, para voltar a crescer, seja no setor industrial, seja no comércio? Como retomar a empregabilidade?

“Trabalho e renda é princípio enquanto dignidade de vida! Esse tema será nosso primeiro grande empenho. Temos o compromisso com a preservação de empregos e a geração de novos postos de trabalho, além de intensa articulação com programas oficiais de garantia de renda ao cidadão. A pandemia gerou seus reflexos negativos na economia. Mas é preciso considerar que tivemos também uma forte estiagem que assolou a agricultura na última safra. Então, a economia teve revés negativo redobrado, até porque boa parte da economia está alicerçada numa matriz rural. Considerando a questão, com um olhar mais amplo, é preciso se articular com todas as instâncias públicas e privadas, buscar contribuições e junções de forças para restabelecer estratégias e ações de forma colaborativa. É preciso alinhamento com líderes estaduais e federais, construindo a retomada da economia e localmente adotar incentivos, apoio e fomento às empresas. Estamos dialogando e nos relacionando com todas as instâncias capazes de contribuir com objetivo de retomar e fortalecer a economia local, a geração de emprego e renda.”

A população sempre clama por obras públicas. Seja em estradas sonhadas, praças, trânsito, prédios. Na sua visão, qual a maior carência em Vera Cruz e o que deve ser prioridade em curto, médio e longo prazo?

“A melhoria de infraestrutura precisa ser vista como aspiração do cidadão e como condição estratégica para o desenvolvimento. É preciso abrir portas para quem deseja empreender aqui. Curto prazo: estruturar as reivindicações da comunidade. Organizar uma qualificada equipe técnica para elaboração de projetos. Definir prioridades e identificar fontes de financiamento de recursos. Médio e longo prazo: Manutenção e melhoria das estradas, além da pavimentação asfáltica em localidades desprovidas. Implantar inovadora unidade de reserva de água para garantir o abastecimento, especialmente em tempos de estiagem. O plano prevê parceria com iniciativa privada, integração com outras atividades econômicas e de lazer – com previsão de baixo custo se comparado ao benefício. Consolida assim o sistema municipal de água com qualidade, eficiência e segurança; assim como infraestrutura estratégica ao desenvolvimento. Manter, ampliar e qualificar as estruturas do sistema de saúde com ênfase ao Hospital Vera Cruz. Demais obras reivindicadas pela comunidade a serem priorizadas de acordo com as condições financeiras e orçamentárias combinado com seu grau de exigência.”

A Gincana de Vera Cruz está no calendário estadual de eventos. Ainda que em 2020, por conta da pandemia, tenha sido realizada apenas no formato virtual, qual a ideia para este evento – e outros mais – serem ainda mais valorizados e que possam fomentar o turismo?

“Uma gestão municipal não necessita ser mentora com exclusividade. Pela sua natureza, a gincana sempre remete ao desafio da criatividade. Logo, o desenho e a definição de alternativas serão construídos partindo das contribuições e sugestões das equipes e lideranças gincaneiras. Estaremos prezando pela harmonia e boa relação com aqueles que fazem a gincana acontecer, num esforço de mantê-la ativa e em evolução. Eventos sócio- culturais e artísticos como a Gincana, sempre serão construídos e desenvolvidos em parceria com as entidades. Entendemos ainda que Vera Cruz possui talento e vocação para ser uma cidade polo do turismo de eventos na Região Central do Estado, com planejamento, propostas financiadas por Lei de Incentivo, que gerem economia aos cofres públicos, potencialize as entregas e aqueça essa economia criativa.”


Foto: Carolina Almeida/Jornal Arauto
Candidata do PP quer voltar ao governo tendo como vice-prefeito Waldir Justmann, do MDB
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