Defesa de Rafael Barros aguarda conclusão do inquérito para ingressar com habeas corpus


Publicado 30/06/2020 13:08
Atualizado 30/06/2020 14:38
Política   OPERAÇÃO CAMILO Fonte: Portal Arauto

Preso há mais de um mês na Operação Camilo, o ex-prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros (PSDB), segue no Complexo Penitenciário de Canoas (Pecan). Conforme o advogado Ezequiel Vetoretti, que ainda não ingressou com o pedido de habeas corpus, a defesa ainda não pensa em requerer transferência de casa prisional. "O processo seguirá agora, após a renúncia, para o juízo de primeiro grau e lá apresentaremos o pedido de liberdade", diz. 

Rafael Barros renunciou ao cargo de prefeito no dia 23 de junho e agora aguarda a conclusão do inquérito para a defesa então trabalhar no combate às razões do indiciamento. "Mesmo com a renúncia, ainda não existe uma linha defensiva, uma vez que sequer existe uma acusação formal. O prefeito decidiu renunciar ao mandato para focar na sua defesa e também para que o município de Rio Pardo possa virar essa página e continuar o seu caminho de desenvolvimento, pelo qual ele tanto lutou. Rafael é conhecido e reconhecido pelas grandes obras que fez em Rio Pardo e, agora, fora da cadeira de prefeito, espera que o município continue se desenvolvendo, e que ele possa se defender e demonstrar que as acusações (que ainda não são oficiais) não são verdadeiras", fala. 

O advogado também lamenta o pedido de mais de 90 dias para finalizar as investigações. "Lamentavelmente, vivemos um momento em que se prende para investigar, ao invés de investigar para prender; A Operação Camilo foi instaurada no ano de 2018, portanto, as investigações perduram por aproximadamente dois anos. A prisão temporária é uma espécie de prisão cautelar que serve para que o investigado não atrapalhe as investigações. Depois disso, esgotado o prazo máximo da prisão temporária, foi decretada a prisão preventiva, sob o fundamento, em suma, de que a liberdade do prefeito colocaria em risco as investigações, muito embora não exista nenhuma evidência disso no processo. Em nenhum momento houve qualquer tentativa por parte do prefeito, ou de interposta pessoa, de atrapalhar a busca da verdade e coleta de provas", ressalta. 

Conforme Vetoretti, Rafael Barros nega com veemência as acusações feitas pela Polícia Federal e as considera meras conjecturas, que serão facilmente explicadas, quando tiver a oportunidade de se defender. "O episódio da desinfecção das ruas, que foi amplamente divulgado pelas autoridades e gerou grande revolta na população, colocando o nome de Rafael na lona, acaba de ser esclarecido perante à Câmara de Vereadores do Município de Rio Pardo nos autos da CPI instaurada para apurar essa situação. Foram ouvidas as pessoas envolvidas no processo de desinfecção das ruas e restou confirmado que, ao contrário do que disseram as autoridades em suas entrevistas, o procedimento foi realizado com a utilização do produto químico. Em especial, o depoimento de um funcionário que participou do início ao fim, demonstrou que foi utilizado o produto químico. Tão fácil esclarecer a verdade, basta que haja o real interesse na verdade", analisa.

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