A Avenida Nestor Frederico Henn e suas histórias


Publicado 28/06/2020 08:00
Geral   MEMÓRIA VIVA Fonte: Jornal Arauto

A Avenida Nestor Frederico Henn é caminho de muitos vera-cruzenses todos os dias. É nela que a população encontra boa parte das atividades e serviços disponibilizados no município, como comércio, bancos, escolas, creche, espaços religiosos e tantos outros. É nela também que está localizada a Caixa d’Água e se concentram as sedes dos três poderes: a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Fórum.

A via, importante por estar no coração da cidade, nem sempre foi conhecida por este nome. Até 15 de outubro de 1993 - quando foi nomeada como Avenida Nestor Frederico Henn - era denominada em parte como rua Padre Feijó e em outra como Duque de Caxias. Aliás, alguns comerciantes recordam os tempos em que se instalaram junto ao trecho, quando ele ainda levava o nome de Padre Feijó. Entre eles está Silvane Meert Martin, que guarda com carinho as lembranças do local em 1991, ano em que o Laboratório de Análises Clínicas Bioanálises se instalou próximo à esquina com a rua Thomaz Gonzaga. “Era tudo tão diferente, não tinha metade das coisas que conhecemos hoje. Lembro que no entorno da Bioanálises havia uma agropecuária, uma relojoaria e muitas residências”, conta ela, frisando que havia poucos estabelecimentos comerciais. Conforme Silvane, o prédio comercial que sedia o laboratório até hoje, era uma construção muito evoluída quando foi erguida junto à Nestor Frederico Henn, já que contava com cincos salas comerciais - que permanecem utilizadas até hoje. 

Assim como a Bioanálises, a Joalheria e Óptica Lyra é um dos empreendimentos mais antigos que se estabelecem na via até hoje. O sócio-administrador Alcemar Correa Soares conta que inicialmente a joalheria ocupava o espaço na esquina entre a Avenida e a rua Tiradentes. Após, o estabelecimento funcionou junto à rua Cláudio Manoel, voltando à Nestor Frederico Henn em 1991, no mesmo espaço onde funciona até hoje. “Dá pra perceber o quanto a via mudou, porque naquela época o comércio era concentrado na Cláudio Manoel e, hoje, o que mais temos no entorno são lojas”, afirma. 

Tamanho crescimento também é destacado por Silvane, que há cinco anos inaugurou mais um negócio ali: a Óptica Martin. A loja funciona na esquina com a Thomaz Gonzaga, ao lado da Bioanálises, espaço que por anos sediou a loja de artigos e bazar Oba Oba. Mesmo que trocou de nome, chamado de Utilar, a denominação anterior é presença certa no vocabulário de muitos. “A Nestor tem acompanhado o progresso da cidade, assim como nós, comerciantes, nos sentimos parte da evolução dessa avenida tão importante para todos”, completa Silvane.

NEGÓCIOS QUE MARCAM ÉPOCA
Uma das esquinas mais movimentadas da cidade é a da Nestor Frederico Henn com a rua Thomaz Gonzaga. É nela que fica a Estação Rodoviária, transferida para o local em 1982. Na época, ajudou a fomentar o comércio junto à Panal - cujo entorno era tomado pelo matagal. Outra inauguração marcante em termos de comércio na Avenida foi a do prédio da Unicenter. Conforme o Cadastro de Imóveis da Prefeitura, há registros de projetos do empreendimento em janeiro de 1996 e setembro de 1997. Hoje, além do Unicenter e da Panal, o município conta com complexo de lojas junto ao Super Alegria. 

Na edição deste fim de semana do Jornal Arauto veja outras histórias sobre a Avenida, bem como o progresso com as obras de pavimentação. 

Vista de hoje da Nestor Frederico Henn
Vista de hoje da Nestor Frederico Henn (Foto: Jornal Arauto / Taliana Hickmann)
Os primórdios da Avenida Nestor Frederico Henn
Os primórdios da Avenida Nestor Frederico Henn (Foto: divulgação)







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