Última fase de estudo com testes rápidos ocorre neste fim de semana em Santa Cruz


Publicado em 23/05/2020 10:17 Atualizado em 23/05/2020 13:32 COVID-19   SAÚDE PÚBLICA Fonte: Assessoria de Imprensa

A primeira pesquisa a estimar o número de pessoas que já contraíram o coronavírus na população terá a quarta e última fase de testes rápidos neste fim de semana em nove cidades do Rio Grande do Sul. Em Santa Cruz, a meta é testar e entrevistar mais 500 pessoas, nos dias 23 e 24 de maio. O estudo inédito, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas a partir de parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, concluirá o mapeamento dos casos de coronavírus e o acompanhamento da velocidade de disseminação do contágio no Estado. Ao todo, dois mil santa-cruzenses farão parte dessa análise.

A Diretora de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Santa Cruz (Unisc), Andreia Valim, avalia a pesquisa como uma experiência ímpar para profissionais e estudantes da área da saúde. “Aprendemos muito ao longo das quatro rodadas. Nossos alunos cresceram enquanto profissionais de saúde e desenvolveram segurança nas atividades em campo”, destaca.

De acordo com a diretora, a pesquisa tem como objetivos: estimar o percentual de gaúchos com anticorpos para o coronavírus,  avaliar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo, determinar a porcentagem de infecções assintomáticas ou subclínicas e obter cálculos precisos da letalidade. “Os objetivos estão sendo atingidos e, dessa forma, a pesquisa dá subsídios para a tomada de decisões a nível estadual e nos municípios em que está sendo aplicada”, explica Andreia.

O secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, destaca a importância das pessoas receberem os pesquisadores em suas residências para que a pesquisa seja concluída e, assim, possa contribuir ainda mais com as deliberações do Gabinete de Emergências e com as decisões do prefeito, Telmo Kirst. “São as informações que vêm da comunidade que nos auxiliam a definir as estratégias a serem tomadas para que continuemos agindo, de acordo com dados científicos e conforme orientação de profissionais técnicos, contra o vírus”, detalha.

A pesquisa tem apoio de uma rede de doze instituições de ensino superior pública e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

Os custos do estudo, de R$ 1,5 milhão, têm financiamento da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Os resultados são divulgados por integrantes da coordenação do estudo e do Governo do RS em aproximadamente 48 horas após a finalização de cada rodada do inquérito populacional.

Como funciona?

No domicílio, novo sorteio determina o morador que irá realizar o teste. Durante a visita, os entrevistadores – profissionais voluntários da área da saúde - coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos.

Enquanto o resultado é processado, os participantes respondem a um breve questionário de informações sociodemográficas básicas, sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina da família em relação às medidas de prevenção e isolamento social.

Se o resultado for positivo, todos os moradores da residência são testados e os pesquisadores entregam um informativo com orientações e repassam o contato dos participantes para acompanhamento e suporte da Secretaria de Saúde do Município.

Em caso de dúvida, os participantes poderão entrar em contato com os órgãos de segurança do de Santa Cruz para checar a abordagem à casa. A Brigada Militar e a Guarda Municipal das localidades estão apoiando o estudo e têm informações sobre os locais de visitação previstos na pesquisa.

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(Foto: Divulgação)