Santa Cruz, Vera Cruz e Venâncio Aires ultrapassam R$ 140 milhões em prejuízos para a estiagem


Publicado em 20/05/2020 06:50 Atualizado em 20/05/2020 09:05 Geral   AGRICULTURA Fonte: Portal Arauto

A forte chuva registrada no começo da última semana trouxe um cenário melhor, mas não apaga a poeira deixada pela estiagem iniciada no fim de 2019. O prejuízo para Santa Cruz do Sul, Vera Cruz e Venâncio Aires soma R$ 141,2 milhões, valor perdido pelos produtores e consequentemente por toda economia local, que também sobre com a pandemia do coronavírus.

Em Santa Cruz do Sul, o total do prejuízo é estimado em R$ 68,4 milhões. de acordo com o secretário de Agricultura Tiago Hoelzel Staub, o milho, a soja e o arroz somam prejuízo de R$ 20,8 milhões. No caso do tabaco, de acordo com dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), as perdas em Santa Cruz do Sul superam R$ 33,5 milhões, o equivalente a 3,3 mil toneladas. Já as perdas em outros setores, como produção de leite, feijão, bovinos de corte, hortigranjeiros e fruticultura, chegam a R$ 14,1 milhões. 

Apenas em Vera Cruz, foram R$ 34,2 milhões de perda, principalmente para o fumo e o milho. Conforme o  secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Gilson Becker, a região sul do município teve praticamente 100% de quebra do milho de resteva. Entretanto, em termos financeiros, é o tabaco que mais aumenta o valor total do prejuízo: são R$ 22 milhões perdidos para a seca. Já o arroz, que teve perda de 50%, e a soja, com prejuízo de 81%, são as outras culturas também prejudicadas com a estiagem em Vera Cruz. 

Já em Venâncio Aires, o prejuízo é superior a R$ 108,6 milhões, com perdas mais expressivas nas mesmas culturas registradas em Vera Cruz. De acordo com o chefe do Escritório da Emater/RS- Ascar, João Vicente Fin, o tabaco lidera com mais de R$ 35,6 milhões, o que representa 3.660.000 kg perdidos da produção. Já a soma do milho safrinha, do milho safra e do silagem chega a quase R$ 40 milhões. Segundo ele, com o grande acumulado de chuva, entre 80 e 110 milímetros, o município se recupera - com o florescimento das gramas e a finalização dos ciclos das frutas -, mas há perdas irreparáveis, como as das culturas principais. 

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(Foto: Arquivo/Jornal Arauto)