Terapeuta alerta para diálogo com idosos sobre coronavírus


Publicado em 25/03/2020 19:00 Atualizado em 25/03/2020 22:26 Geral   NÃO ESQUEÇAM DELES Fonte: Grupo Arauto

Em tempos de combate e prevenção ao Coronavírus, as rotinas têm se modificado, exigindo o isolamento social e a tomada de cuidados cada vez mais redobrados. Mas nessa adaptação, a terapeuta ocupacional Bruna Pereira alerta que os idosos necessitam de mais atenção por parte dos familiares, seja na hora de preveni-los como na de orientá-los. 

Foi o que percebeu a santa-cruzense Mylena Gehrke nestes últimos dias. A estetacosmetóloga relatou nas redes sociais a surpresa dos idosos quando ela os abordou nas ruas, por conta do risco da Covid-19. “Mas o que realmente está acontecendo? É a H1N1? Eu não assisto jornal, só missas”, disse uma idosa para ela. A mensagem, que machucou o coração de Mylena, trouxe um alerta sobre o papel dos filhos e dos netos na divulgação das notícias. “Percebi, ao conversar com alguns idosos, que ninguém havia comunicado algo a eles. Estavam ali, caminhando, no esquecimento. O óbvio precisa ser dito”, destaca.

Mylena, que é muito apegada à avó Nelsi Teloeken, reforça que também é preciso superar a saudade e se manter afastada das pessoas do grupo de risco, após deixá-las totalmente informadas sobre o que acontece atualmente no mundo. “Minha avó tem asma, bronquite e uma doença autoimune no fígado. Eu, infelizmente, tive que me afastar dela. Deixei tudo organizado, compras do supermercado, álcool em gel e líquido. Ela está estritamente proibida de sair de casa e então agora nos comunicamos por telefone”, conta. 

Como auxiliar o idoso
A terapeuta ocupacional explica que a quarentena não pode ser um período de abandono para os idosos, pelo contrário, os familiares devem prestar auxílio dentro de suas condições e deixá-los bem informados e orientados sobre o que está acontecendo, bem como sobre os cuidados para prevenção do novo vírus. Segundo Bruna, nesse período o contato presencial é restrito, mas o afetuoso não. “Então faça um telefonema, ligue para o aparelho fixo, lembre-se que nem todos os idosos são ligados à tecnologia para realizar uma chamada de vídeo, por exemplo”, explica. 

Além disso, ela frisa que é importante estimular conversas com o idoso. “Deixe ele te contar uma história, sendo um momento oportuno para questionar mais detalhes dos fatos, mesmo que você já saiba, permita que ela possa ser contada novamente”, diz. E, sobretudo, a profissional orienta, ainda, que os familiares restrinjam o excesso de informações negativas a esse público. 

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Telefone é opção na hora de manter contato com idosos (Foto: Letícia Dhiel )











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