O que se sabe sobre os criminosos responsáveis pela morte da soldado Marciele


Publicado em 26/11/2019 07:52 Atualizado em 26/11/2019 16:30 Polícia Cobertura Especial   APÓS PERSEGUIÇÃO Fonte: Portal Arauto

O fim de semana de tensão por conta dos roubos de veículos efetuados em Venâncio Aires foi apenas uma amostra do dia triste que o 23º Batalhão de Polícia Militar teria nesta segunda-feira (25). Após o terceiro crime, no começo da tarde, iniciava uma perseguição entre os municípios do Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari, que culminaria na morte da soldado Marciele Alves. 

Três criminosos morreram durante a troca de tiros e um deles - menor de idade, de 17 anos - foi apreendido pela polícia. Após o atropelamento que tirou a vida da policial e da morte dos bandidos em confronto, a Polícia Civil foi acionada, assim como o Instituto Geral de Perícias. De acordo com o delegado Márcio Moreno, o confronto entre os indivíduos e a guarnição do Pelotão de Operações Especiais (POE) iniciou após uma tentativa de barreira, não respeitada pelos criminosos. Foi neste momento em que eles jogaram a caminhonete Hilux, roubada em Venâncio Aires, sobre a policial.

Segundo Moreno, a Polícia Civil aguarda a identificação dos criminosos, que foram encaminhados para necropsia em Lajeado. O que se sabe até o momento é que um deles tinha 50 anos e morava em Venâncio Aires. Junto com os corpos, foram apreendidos um simulacro de pistola e três armas de fogo - dois revólveres calibre .38 e um, conforme a polícia, possivelmente de calibre .22. Miguelitos e outros tipos de objetos utilizados para atrapalhar perseguições policiais não foram encontrados. Afinal, de acordo com o delegado, o bando atuava no ramo de roubo de veículos e carregava apenas armamento leve e poucas munições, para dar mais agilidade na ação, segundo Moreno.

Precisamos ser fortes

O major Fábio Azevedo, do 23º BPM em que a soldado Marciele também atuava, lamenta a perda precoce da policial militar. Segundo ele, a guarnição do Pelotão de Operações Especiais - que atuava na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), foi acionado à ocorrência e atuou fortemente na perseguição que iniciou em Venâncio e terminou na rodovia que liga o município de Sério com Forquetinha, no Vale do Taquari. "Foi uma excelente profissional até os últimos minutos", destaca. 

Segundo ele, a parte mais difícil é repassar uma notícia tão triste aos familiares. "É um fato lamentável. Precisamos ser fortes e continuar fazendo essa atuação e, principalmente, um apoio psicológico aos nossos profissionais que continuam. Com salários que não estão em dia e todas as dificuldades, seguimos firmes porque temos um compromisso com a sociedade. E um deles é colocar a vida no altar dos sacrifícios. Infelizmente, nesta segunda-feira, perdemos nossa querida amiga e colega", comenta.

Quem são

Eloir Muniz Jandrey, 50 anos, natural de Barros Cassal e morador de Linha Arroio Grande, no interior de Venâncio Aires. Estava na caminhonete Toyota Hilux SW4 roubada nesta segunda-feira (26) na Capital Nacional do Chimarrão, que também participou da ação em Sério. Tinha diversos antecedentes criminais, por apropriação indébita, receptação, furto, sequestro, cárcere privado, dirigir sem habilitação, roubo, ameaça e lesão corporal. Além disso, já esteve preso, fugiu e esteve foragido, em duas oportunidades. Morreu durante o confronto com os PMs e foi o primeiro identificado.

Menor – nome preservado por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) –, de 17 anos, natural e morador de Farroupilha. Estava no Chevrolet Celta que também participou da ação em Sério nesta segunda-feira. Não tem antecedentes criminais. Levou dois tiros de raspão durante o confronto e foi apreendido pela Brigada Militar.











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