“Compliance não é receita de bolo é necessário avaliar os riscos de cada empresa”, diz especialista


Publicado em 08/11/2019 05:00 Atualizado em 08/11/2019 10:00 Geral   EVENTO Fonte: Assessoria de Imprensa

O advogado Giovani Saavedra, uma das maiores autoridades no País na área de compliance, palestrou na edição de novembro do Comitê de Compliance da Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz. “Compliance sem mitos para pequenas e médias empresas” foi o tema que apresentou a empresários e profissionais de empresas, na tarde da última quinta-feira (6), no auditório da entidade. O evento foi uma promoção conjunta com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). 

“O compliance não é uma “receita de bolo” que podemos aplicar a mesma em qualquer empresa. É preciso avaliar os riscos de cada organização e fazer algo que seja suficiente e adequado para mitigar esse risco”. A afirmação de Giovani Saavedra revela um equívoco muito comum no meio empresarial, de que adotar um programa de compliance é algo somente para grandes empresas. 

Segundo o especialista, o compliance serve para qualquer empresa, desde que se adotem medidas adequadas ao tamanho e ao porte da organização. “Se minha empresa tem 10 funcionários, porque vou comprar um software caro para administrar um canal de reclamações, como faria uma multinacional, por exemplo, é uma questão de lógica. Só que precisa ter técnica para fazer isso, porque quem não domina o assunto vai pegar uma receita e tentar aplicar, e aí não funciona”, alerta.

Benefícios

Com mais de 17 anos experiência nas áreas de Compliance, Direito Penal Empresarial e Governança Corporativa, Saavedra é sócio-fundador do escritório Saavedra & Gottschefsky- Sociedade de Advogados, organização que tem atuado fortemente na assessoria jurídica, bem como na implementação de programas de compliance para empresas de todos os segmentos no país. Conforme o especialista, o que ocorre hoje é que muitas vezes os empresários não conseguem ver com clareza o custo benefício de se investir em um programa de compliance. “É um pouco como seguro, eu sou vou saber o valor quando precisar acionar.”, afirma.
 
Se pela ótica legal o risco de responsabilização é real e gera algum tipo de penalidade, há também fatores positivos que agregam valor a empresa. Destaca que cada vez há mais legislações determinando que  para participar de licitações é necessário ter compliance. Como é uma forma de gestão da empresa também reduz os riscos de fraudes porque exige uma estrutura mais organizada, que permite ao empresário perceber melhor onde estão sendo utilizados os recursos, exemplifica.

Lembra que existem também questões bem atuais, como a proteção de dados. “Todos falam da necessidade de se adequar à lei, mas é mais do que isso. Se tenho informações dos meus clientes e quero transformá-las em ativos da empresa, se não tenho compliance não consigo fazer”, disse. 

Compliance é uma metodologia, um jeito de gerir a empresa, considerando uma séria de fatores, define Saavedra, e afirma que daqui a um ou dois anos será uma coisa normal, um lugar comum no mundo corporativo.

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Saavedra falou para empresários no auditório da ACI (Foto: Lauri Pretzel)










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