Arauto Saúde: a importância do aleitamento materno


Publicado em 24/08/2019 08:00 Geral Arauto Saúde   DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ Fonte: Grupo Arauto

Amamentar exclusivamente até os seis meses é de extrema importância para o bebê, pois traz uma série de benefícios, além de ser um momento de vínculo entre mãe e filho. O mês de agosto foi escolhido para incentivar a amamentação, a fim de reforçar sobre a importância do aleitamento materno, ficando conhecido como Agosto Dourado. Para falar sobre o assunto, o Arauto Saúde desta semana traz a enfermeira do CEMAI de Santa Cruz do Sul e consultora em amamentação, Maitê da Silva Lima. 

De acordo com ela, de uns anos para cá, o aleitamento materno voltou a ser discutido, pois o mundo científico se deu conta de que o leite materno é o alimento mais completo que existe. “Ele é o padrão ouro na alimentação que os bebês podem receber”, frisa. Partindo dessa premissa, pesquisas apontam que é importante não só para o crescimento e desenvolvimento das crianças, mas pelo impacto a curto, médio e longo prazo na vida destes indivíduos. 

Mesmo com a rotina agitada das mães modernas, a amamentação é importante. Mas de quanto em quanto tempo amamentar? Segundo Maitê, deve ocorrer de “livre demanda”, que significa que o bebê vai mamar sempre que quiser. “O que não significa que ele mamará toda hora”, esclarece. “Os bebês, naturalmente adquirem um ritmo, mas geralmente fazem um intervalo de, em média, duas a três horas”, aponta. Nos primeiros dias, o bebê é mais desregulado, então ele não vai cumprir estes horários. “A mãe não precisa se preocupar e colocar despertador, pois este bebê vai fazer os intervalos conforme o padrão dele, mas depois se espera esse intervalo de cerca de uma, duas ou três horas entre uma mamada e outra”, sublinha.

Embora a amamentação seja importante, em alguns casos ela é contraindicada. “Mães que são portadoras do vírus HIV não podem amamentar, pois essa é uma doença infectocontagiosa e sabemos que o vírus pode ser transmitido através do leite materno.  Além de outras doenças infectocontagiosas ativas naquele momento em que a mãe vai amamentar”, salienta. 

Maitê reforça sobre a alimentação da mamãe. “De modo geral, a mãe tem que ter alimentação equilibrada, balanceada e ingerir muito líquido”, sublinha. Há alguns mitos que precisam ser quebrados, entre eles, dizer que o leite é fraco. “Não existe leite fraco”, afirma. “O que existe, às vezes, é a baixa produção de leite, mas não que é fraco”, pontua. Outro mito é referente ao consumo de cerveja preta, “que aumenta a produção de leite. É mito”, diz.

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(Foto: Arquivo Jornal Arauto)










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