Refeições vegetarianas e veganas ganham mais espaço


Publicado em 13/08/2019 10:00 Geral   ESTILO DE VIDA Fonte: Jornal Arauto

Vegetarianos e veganos. Já ouviu falar nesses estilos de vida? São aqueles que não comem carne ou derivados de origem animal, como leite e ovos. Atualmente, essa mudança no paladar vem aumentando. É o que confirmam a proprietária da Menuzen, Aline Julich, e o vendedor da Santa Fit, Guilherme Riveiro, ambas empresas de Santa Cruz do Sul. Quem ainda não trabalha com comidas para esses dois tipos de público já pensa em se adaptar. O mercado tende a ser promissor.

A aposta dos empreendimentos que trabalham com comidas mais saudáveis é no visual e na praticidade ao consumidor. “Hoje, é possível, sim, comer algo saudável, vegetariano ou vegano, e ser saboroso”, garante Aline. Entre os itens mais comercializados em sua empresa estão lasanha, massa vegetariana e sem glúten, além do hamburger, que tem na composição do bife grão de bico e lentilha. Aliás, todo o lanche é diferenciado, tendo, por exemplo, o pão feito à base de beterraba.

Mas o que leva as pessoas a mudaram os hábitos de consumo? Aline acredita que cada vez mais se pensa nos animais, no meio ambiente. A nutricionista Fernanda Pfeifer, também. E observa que a produção de carne bovina, principalmente, tem grande impacto sobre o desequilíbrio do meio ambiente de todo o mundo. “Muitas vezes também por defesa aos animais, já que grande parte deles vivem em abatedouros, não são bem tratados e sofrem durante a vida”, cita. “Em relação à saúde, não acredito que seja, já que o consumo de carnes pode ser feito de forma muito saudável”, acrescenta. 

A DECISÃO DE MUDAR
Mauren Espinosa Gaspar tem 22 anos e decidiu se tornar vegetariana há cinco anos, quando passou a morar sozinha. “Desde pequena eu dizia para minha mãe que queria ser vegetariana pelos ‘bichinhos’”, lembra. “Meus pais nunca tiveram hábito de comer saladas. Então, minha mãe nunca incentivou e limitava fazendo coisas que eu não gostava na época, como couve. Acabei colocando em prática a filosofia vegetariana quando comecei a cursar agroecologia. Por mais que eu tenha feito só um semestre, me mostrou a importância dos alimentos e o quanto não precisamos explorar os animais para comer”, frisa.
Com isso, Mauren adaptou suas refeições e disse ser algo difícil. “Costumo comparar que foi como ser uma vampira em transformação. Isso porque meus pais tinham uma alimentação bem focada em carne”, lembra. Como no restaurante da faculdade em que estuda tem opção vegetariana, ela disse que não se via obrigada a cozinhar. E às vezes que experimentava a produção, era carboidrato. “Com o tempo, fui evoluindo na culinária e hoje posso dizer que cozinho bem, o que me motiva muito a continuar sendo vegetariana. Associei a dieta a uma tarefa de lazer, até mesmo terapia”, conta. “Quanto às pessoas ao meu redor, meus pais jamais se adaptaram, mesmo após cinco anos. Ao contrário dos meus amigos, que me admiram muito por isso. Eles participam das refeições sem temer que não gostam de algo. Aprenderam que muito do ‘não gostar’ vem associado ao ‘não estar preparando certo’”, explica.

Em breve, Mauren pretende virar vegana e parar de consumir produtos de origem animal. “Ser vegetariana não é só uma dieta, que vou usar por um tempo para perder peso. É uma filosofia de vida, é tu aprender a se alimentar com consciência de que ninguém precisou morrer para aquilo”, arremata. 

Confira a matéria completa na edição do Jornal Arauto desta terça-feira.

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(Foto: Lucas Batista/Jornal Arauto)
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(Foto: Lucas Batista/Jornal Arauto)











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