Polícia Civil vai investigar grupo de jovens que ameaça e agride alunos em Santa Cruz


Publicado em 11/06/2019 13:06 Atualizado em 11/06/2019 18:07 Geral   POLÊMICA Fonte: Portal Arauto

Há cerca de três meses, episódios de ameaças e até agressão a alunos de Santa Cruz têm sido motivo de preocupação. Um grupo de jovens, entre 14 e 16 anos, se intitulando Gangue Megatron, estaria indo até educandários para ameaçar alunos como forma de vingança. O fato mais recente aconteceu nesta segunda-feira (10) na escola Goiás, onde um aluno foi agredido pelo grupo. Os casos de ameaças e os principais alvos têm sido estudantes das escolas Santa Cruz, Goiás, Luiz Dourado, Polivalente e Leonel de Moura Brizola. Vídeos e imagens das agressões praticadas pelo grupo chegaram a circular em redes sociais há alguns dias e o episódio foi filmado na Praça da Bandeira, em Santa Cruz.  A Polícia Civil, através da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, analisa as magens e já investiga o caso.

De acordo com a diretora da escola Goiás, Cláudia Hubner Kappaun, os jovens já estiveram na escola três vezes, mas foi ontem que de fato conseguiram praticar a agressão que, segundo apurado por ela, aconteceu devido a relacionamentos amorosos. O grupo costuma selecionar jovens com os quais tem algum desentendimento para praticar algum tipo de agressão. Conforme a diretora, os pais e responsáveis pelos estudantes da escola já estão mobilizados e há quem já procurou a Delegacia de Polícia para fazer o registro. O caso de agressão ocorrido ontem (10)  chegou até a Brigada MIlitar, por meio da Patrulha Escolar da BM e, inclusive, será levado à Polícia Civil. Cláudia ressalta que o momento é de preocupação e angústia e essa é a primeira vez que a instituição de ensino passa por um episódio como esse. 

A diretora da escola Santa Cruz, Lecir Tomazi, ressalta que todos os dias o grupo se reúne em frente à instituição de ensino e embora nenhuma agressão tenha ocorrido na frente ou dentro da escola, já se tem conhecimento de três alunos que foram agredidos nos arredores. "É um grupo muito grande, mas que se divide para ir um grupo em cada escola. Estamos muito preocupados e com vontade até de fechar a escola", comenta. 

PAPEL DA BRIGADA MILITAR

Segundo o capitão Rafael Menezes, a Brigada Militar já havia tomado conhecimento sobre um grupo de jovens que se reúne e faz ameaças, mas o primeiro caso de agressão apenas foi registrado nesta segunda-feira. Nesta terça-feira, os jovens estavam novamente em frente à escola Goiás, mas não chegaram a agredir ninguém. A Patrulha Escolar chegou a ser chamada e todos, inclusive o líder do grupo, foram conduzidos até a Delegacia de Polícia para a realização do registro. Conforme o capitão, foi acionado todo o sistema de segurança pública da cidade e também foi contatada a juíza responsável pela vara da Infância e da Juventude que tomará providências e irá conversar com os jovens. 

Além disso, a Patrulha Escolar está atenta e trabalha da melhor forma possível para evitar que mais episódios de agressão acontençam e ponham em risco a vida dos alunos. 

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Há alguns dias, imagens de uma agressão do grupo foram registradas na Praça da Bandeira (Foto: Divulgação)










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