Réus por morte de Bernardo são condenados pela Justiça


Publicado em 15/03/2019 19:22 Atualizado em 15/03/2019 19:51 Polícia   PONTO FINAL Fonte: G1 e Gaúcha ZH

Após quase cinco anos da morte do menino Bernardo Boldrini, na época com 11 anos, os quatro réus foram condenados. O crime ocorreu em 2014, em Frederico Westphalen, no noroeste do Estado, após a criança receber uma superdosagem de midazolam. O corpo foi enterrado em um matagal. O julgamento ocorria desde segunda-feira (11) no Fórum de Três Passos, na mesma região. Foram 50 horas de julgamento popular. 

O pai do menino, Leandro Boldrini, foi condenado  por homicídio. Já a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, foi condenada por homicídio qualificado. Enquanto Edelvânia Wirganovicz foi condenada a homicídio e ocultação de cadáver. Evandro Wirganovicz foi condenado por homicídio simples. 

PENAS

Leandro Boldrini foi considerado culpado pelos crimes dos quais foram acusados e deverá cumprir pena total de 33 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. Ele não terá possibilidade de recorrer em liberdade. Edelvânia Wirganovicz deve cumprir pena de 23 anos de reclusão em regime inicialmente fechado; Graciele Ugulini foi considerada culpada e deve cumprir pena 34 anos e sete meses de reclusão e Evandro Wirganovicz foi condenado a 9 anos e 6 meses de reclusão.

DECLARAÇÕES

Para chegar ao verídico, sete jurados ouviram as declarações dos quatro réus, argumentos da defesa e acusação e declarações das testemunhas apresentadas pelos dois lados do julgamento. O conselho de sentença, como é chamado o grupo, foi composto por cinco homens e duas mulheres. Para eliminar possível contaminação do voto, os jurados ficam em um hotel isolado, sem contato com televisão ou qualquer outro meio de comunicação. 

Além dos quatro réus, 11 testemunhas foram ouvidas desde o início do julgamento. Entre elas, estão duas delegadas responsáveis por apurar a morte do menino. Ouvidas no primeiro dia, as policiais deram detalhes da apuração. A delegada Caroline Bamberg Machado foi a primeira a depôr e falou por quatro horas.

 "Bernardo sofria descaso em grau máximo", atestou a delegada. 

 Caroline contou das primeiras suspeitas, de que a polícia trabalhava com três hipóteses: sequestro, que Bernardo tivesse fugido por vontade própria ou homicídio. Revelou que, a partir de depoimentos, especialmente de funcionários da escola de Bernardo, percebeu que ele poderia ter sido vítima da própria família. 

RESUMO

- Bernardo foi morto no dia 4 de abril de 2014, e enterrado em uma cova cavada à mão; 
- O menino morava com o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini;
- O corpo foi encontrado na noite de 14 de abril de 2014. Leandro, Graciele e Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, foram presos no dia;
- A investigação apontou superdosagem do medicamento Midazolam como a causa. Os três foram indiciados;
- No dia 10 de maio de 2014, o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, também foi preso;
- A polícia divulgou vídeos de brigas entre Bernardo, Leandro e Graciele, e também conversas de familiares sobre o crime;
- A denúncia do Ministério Público apontou que Graciele ministrou o remédio, com ajuda de Edelvânia. Leandro foi apontado como mentor e Evandro, como cúmplice.
- Já na condição de réus, Leandro, Graciele e Edelvânia e Evandro foram pronunciados ao Tribunal do Júri.

PortalArauto
Leandro Boldrini foi considerado culpado pelos crimes dos quais foram acusados e deverá cumprir pena total de 33 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado (Foto: Divulgação)
PortalArauto
Edelvânia Wirganovicz é condenada a 23 anos de reclusão (Foto: G1/ Divulgação)
PortalArauto
Graciele Ugulini foi considerada culpada e deve cumprir pena 34 anos e sete meses de reclusão (Foto: G1/ Divulgação)
PortalArauto
Evandro Wirganovicz é condenado a 9 anos e 6 meses de reclusão (Foto: G1/ Divulgação)








Copyright © 2016 Portal Arauto - www.portalarauto.com.br DB