Paixão: você sabe até que ponto é um sentimento saudável?


Publicado em 03/08/2017 17:15 Atualizado em 03/08/2017 17:16

Paixão e amor são sentimentos distintos e a forma como se sente pode ser indicador de saúde mental. Para saber se é patológico ou não, é necessário ficar atento para três pontos: intensidade, frequência e grau de prejuízo.

A paixão é mais intensa, fugaz, gera atitudes insanas, pensamentos obsessivos e sempre está associada com sintomas físicos, como, por exemplo, frio na barriga, taquicardia, mãos trêmulas, sudorese…

Já o amor é um sentimento construído e reforçado a cada etapa de vida do casal. É estável, dá segurança, tem planos em conjunto, bem querer, admiração, incentivo e convívio social.

Na paixão a tendência é enxergar no outro aquilo que você desejaria que ele fosse e que na realidade não é. Já deve ter acontecido com você o seguinte caso: na época, na paixão, achou o seu parceiro “perfeito” e com o passar do tempo começou a ver seu parceiro de outra forma. Será que foi ele que mudou ou você que criou uma imagem?

Quando falamos de paixão, falamos de sistema de recompensa, termo criado por James Olds nos anos 60. É uma complexa rede de neurônios que é ativada quando realizamos atividades que dão prazer (sexo, comida, bebida, poder, superação e drogas). Sistema de recompensa que libera dopamina, o que justifica o prazer, este que, por sua vez, dura segundos e por isso a pessoa quer sentir mais e mais.

Pesquisas indicam que os homens se deixam levar pela química. Já algumas mulheres são mais cautelosas e levam em consideração se gostaram ou não do parceiro, se ele foi educado, cordial, o que faz, como é a relação com seus familiares e amigos e critérios psicológicos – personalidade e hábitos. Sobre o tempo de duração da paixão, estudos comprovam que pode acontecer de seis a 36 meses.

Ao contrário do que muitos dizem, especialistas afirmam que paixão não acontece por acaso. Pode se tratar de uma escolha inconsciente e faz parte do seu momento de vida e daquilo que você quer pra si e para viver. Existem pessoas que quando passada a euforia da paixão, terminam a relação e buscam uma nova paixão. São pessoas que precisam constantemente de prazer. Como também existem pessoas que não se permitem viver a paixão.

Infelizmente, muitas pessoas não levam em consideração a intensidade desse sofrimento. Se você se identificou com a nossa conversa, busque ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

PortalArauto
(Reprodução/Jana Leão)





Janaína Leão

Formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), atua há mais de 9 anos como Psicóloga e 7 anos como Coach. Acumula mais de 17 mil horas de atendimento. Com espírito empreendedor que herdou da sua avó materna, desde criança vendia objetivos de gesso e argila que produzia em conjunto com amigas. Na adolescência, produzia colares e brincos. Aos 19 anos foi sócia de uma loja de roupas, aos 23 anos abriu uma consultoria de Gestão de Pessoas e Psicoterapia com outras sócias e, desde os 27 anos, gerencia seus negócios. Morando na capital paulista, há 2 anos criou o perfil no Instagram @psicologa_coach, hoje com mais de 50 mil seguidores. “Com os erros eu cheguei até aqui. Aprendi com eles que são oportunidades para fazer diferente. Eu não tento, eu faço!”





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