Pais que inspiram


Publicado em 10/08/2018 11:28 Atualizado em 10/08/2018 11:39 Geral   CARA DE UM FOCINHO DE OUTRO Fonte: Jornal Arauto

À primeira vista, a semelhança física chama a atenção. 
Mas vai além da genética. Muitos pais, com sua atuação, paixão e profissão, influenciam a escolha dos filhos de forma natural.
São exemplos de vida. Domingo é o dia dedicado aos pais.
Por aqui, histórias de amor, admiração, orgulho e realização 
que são cultivadas diariamente. 
Como diz a música: saiu igualzito ao pai

Pois é, pois é, a fruta não cai longe do pé...

A música está no DNA desta família Sehnem. A famosa canção de Ernesto Fagundes “De Filho para Pai”, que diz  “... Ouve, guri este velho que te adora, nosso negócio é cantar”, bem que poderia ter sido escrita por Celso Sehnem, dedicada ao filho Gustavo. Desde pequeno, o jovem, hoje com 26 anos, tem nas lembranças a influência de uma família cantante.
Com quatro anos de idade, a fita K7 com a gravação da sua voz cantando Pintinho Amarelinho é o registro mais antigo que Gustavo lembra e que aponta esta tendência natural para a música. Começou a aprender teclado, depois foi apresentado ao violão e aos nove anos, começou a cantar em coral, no Vozes do Anchieta, regido pelo pai. Das curiosidades que a vida apresenta, Gustavo rege o pai no Coral da Afubra, que é um dos cinco corais em que atua na função. O jovem passou por vários coros adultos (entre eles o Municipal de Vera Cruz e o de Vale do Sol), se formou em regência, cursou técnica vocal e hoje estuda Licenciatura em Música.

Se o pai sente orgulho do filho seguindo seus passos? Mais do que orgulho, realização, garante Celso. “Principalmente a possibilidade que tive em poder indicá-lo e encaminhá-lo ao seu primeiro trabalho de regência coral, o que ele assumiu com impressionante desenvoltura.” Isso foi aos 18 anos, em Sobradinho, o primeiro grande desafio.
Influência foi natural, garantem pai e filho. Gustavo acompanhava Celso em ensaios nos corais onde cantava ou coordenava. Desce cedo ele demonstrou interesse e gosto pelo canto. “Sempre que eu podia, incentivava o meu menino a cantar. Sempre me dediquei muito ao meu trabalho e tenho certeza que meu filho percebeu, pois ele  também se empenha muito em tudo o que se relaciona à música”, conta o pai orgulhoso. “Meu filho me acompanhou como cantor em vários corais que regi. Também cantamos muitos casamentos e bodas. Lembro do primeiro casamento que ele tocou enquanto eu cantava. Ele tinha nove anos. O teclado chegava a estar alto para a estatura dele na época”, diverte-se Celso.

Unidos pelo sangue... e pelo cuidado e amor pelos animais

Aquele provérbio popular “cara de um e focinho de outro” vem bem a calhar. Não apenas pela semelhança na aparência do patriarca Alexandre Wazlawik e dos filhos Fernando, 35 anos, Felipe, 30, e Vinícius, 25. A veterinária que leva o sobrenome da família já tem quase três décadas, e a vocação do pai acabou refletindo na escolha do filho do meio, e ainda trouxe o mais velho para atuar nos negócios. Alexandre e Felipe são médicos veterinários, enquanto que Fernando e Vinícius - o caçula recém formado - são administradores. A influência mais direta, portanto, se dá com Felipe.

Ele recorda dos tempos de criança, ao sair da escola e ir direto para a veterinária, convivendo sempre com o pai e com os bichinhos. Ao chegar na adolescência, Felipe demonstrava especial interesse em acompanhar o pai nos atendimentos, principalmente com animais maiores, como gado. Chegou a fazer o famoso teste vocacional, mas os caminhos conduziram para aquilo que alguns podem até chamar de destino. A medicina veterinária está no sangue e se tornou a profissão do filho Felipe, que escolheu seguir os passos do pai. Hoje, cães e gatos são o foco de atuação dele, que confessa: não se imagina fazendo outra coisa da vida. Para o filho, cuidar da saúde e do bem-estar dos animais é o que cativa nesta profissão herdada do pai. 

E Alexandre completa que além de poder prevenir, ter a chance de promover a cura e até mesmo salvar a vida de um bichinho traz uma sensação indescritível. “Sempre fui movido a agir em situações de crise e a sair delas”, reflete Alexandre. Eis uma das lições que o pai deixa aos filhos. Mas Felipe vai além: a disciplina e o comprometimento em tudo o que se dedica são ensinamentos que Alexandre deixa aos filhos, independente do caminho que escolheram seguir. 

A reportagem completa está na edição impressa do Arauto desta sexta-feira.

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Com os filhos Felipe e Fernando, Alexandre compartilha o amor pelos animais e a sucessão dos empreendimentos familiares (Foto: Carolina Almeida/Jornal Arauto)






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