Logo eu... que tanto te critiquei


Publicado em 31/08/2017 Atualizado em 31/08/2017 11:25

Te chamei de caneludo, perna de pau, ruim, podre, cabeça de bagre e outros. Pedi tua saída a cada jogador de ataque que chegava. Pedi Éverton jogando na tua posição e talvez Luan por ali. Passaram Cebola Rodríguez, Gata Fernández e tu seguia. E eu, enlouquecido com o Renato. Veio a final da Copa do Brasil e tu foi o cara. O anjo negro do Mineirão como dizem alguns, ou então o Rei de Minas.

Teu drible e chute de perna esquerda, tua arrancada deixando três marcadores para trás e estufando a rede do Victor nos devolveram a grandeza, nos tiraram de uma marasmo de 15 anos de angústia. E acredito que por essa angústia, essa demora em conquistar algo me fez cegar e não ver tuas virtudes.

E foi o teu choro na decisão do Mineirão, naquela final, que me fez abrir os olhos. Começar. Aos poucos. Confesso. Veio 2017 e tu, a cada jogo, me abria mais os olhos, ainda que lentamente. Pela primeira vez, em março deste ano, me peguei dizendo: Pedro Rocha é indispensável para o time.

A cada jogo aprendi a te admirar mais, como jogador e como um ídolo. E deveria ter percebido isso antes. Foi tarde, mas hoje lamento tua saída, mais que a do Luan, acredite. Agora estou preocupado. Bem preocupado! Logo eu... que tanto te critiquei.

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(Foto: Fernando Michel/Lancepress)





Guilherme Bica

Jornalista e cachoeirense. Fanático por futebol. Torcedor do Manchester City (desde antes do Pep Guardiola, modinhas de plantão). Sem paciência com volantes ruins e atacantes brucutus. Um dos não culpados pelo 7 x 1.



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